Como funciona 4 tempos ?

Municipio de Garopaba - Praia de Garopaba
Lâmpada dicróica
Dicroísmo (do grego dichroos, bicolor) é a propriedade, que alguns materiais têm, de dividir um feixe de luz em dois feixes de comprimentos de onda (cores) diferentes. Tal propriedade é usada em filtros e espelhos para diversas aplicações.

Uma lâmpada dicróica comum é uma lâmpada halógena com um refletor de algum material dicróico, que reflete a parte visível da radiação e absorve a parte infravermelha.
Desde que ela normalmente fica embutida em forros ou similares, é reduzida a emissão de calor para o ambiente iluminado.
Lâmpada halógena
A lâmpada incandescente é o meio mais antigo e simples de se produzir luz a partir da energia elétrica. A figura abaixo dá o esquema simplificado.

O filamento é um fino fio de um metal de alto ponto de fusão (quase sempre o tungstênio). Ele fica no interior de um bulbo de vidro e condutores em cada extremidade são conectados a um meio de encaixe (rosca ou outro tipo) para fixação do conjunto e condução da corrente elétrica. No centro das lâmpadas comuns há ainda um suporte de vidro ao qual são fixados filetes metálicos para apoio do filamento, para melhorar a resistência a vibrações.

A corrente elétrica aquece o filamento a uma temperatura de cerca de 2500°C e, nessa condição, há emissão de calor e luz visível.

Se estivesse exposto ao ar, o filamento seria rapidamente destruído devido à ação do oxigênio. Nas primeiras lâmpadas, vácuo era feito no interior do bulbo para prevenir isso.

Entretanto, devido à alta temperatura, ocorre a vaporização do tungstênio, que se deposita nas paredes do bulbo até a completa ruptura do filamento em relativamente pouco tempo.

Lâmpadas atuais, no lugar do vácuo, usam um gás inerte (em geral argônio) que reduz a vaporização. Mas a duração ainda é pequena. Em média, cerca de 1000 horas em condições normais de utilização.

Além da pequena durabilidade, as lâmpadas incandescentes comuns têm outra importante desvantagem: a baixa eficiência energética. Somente cerca de 10% da energia consumida é convertida em luz. O restante é desperdiçado sob forma de calor.

A lâmpada halógena usa o mesmo princípio da incandescente, mas o gás de enchimento é em geral criptônio ou xenônio com traços de um elemento halogênio (normalmente bromo ou iodo). O halogênio tem a propriedade de combinar com os átomos do tungstênio evaporado e depositá-los no filamento, ou seja, um processo de reciclagem. Assim, a temperatura de trabalho pode ser mais alta, para aumentar a parcela de luz visível e, por conseqüência, a eficiência. Os bulbos são menores, mais próximos do filamento e em vidro de quartzo para suportar as temperaturas mais altas e também as pressões, que podem chegar até 25 bar. Tudo isso resulta em vida média maior (próxima de 3000 h), rendimento energético cerca de 50% maior que o da incandescente comum e um espectro de emissão que permite uma reprodução mais fiel das cores.
Motor de passo

Motores de passo são usados para fornecer movimentos intermitentes de rotação. Exemplo de aplicação: o rolo que avança o papel de uma impressora precisa de um movimento descontínuo, pois deve parar durante a varredura de cada linha pelo cabeçote de impressão.

O princípio de operação é bastante simples: o retângulo azul na parte central da figura ao lado representa um ímã permanente que pode girar em torno de um eixo central. Radialmente estão dispostos 4 pares opostos de solenóides AA', BB', CC' e DD'.

Cada par de solenóides é ligado em série, mas, por questão de clareza, na figura é indicado apenas para o par BB'.

Se, conforme indicado na figura, o par BB' é energizado, o campo magnético induzido entre os mesmos alinha o ímã na sua direção. 

Se a corrente elétrica é removida de BB' e aplicada num par adjacente, por exemplo CC', o ímã gira para sua direção e aí permanece enquanto ele ficar energizado e assim sucessivamente. Portanto, a tarefa de comutar os pares de solenóides (ou pólos) cabe ao circuito de excitação e controle do motor.

Notar que o deslocamento angular de cada passo é tanto menor quanto maior o número de pares de solenóides. No caso da figura, cada passo tem 45º.

Obs: na língua inglesa, são comuns as expressões para motor de passo: "step motor", "stepping motor" e "stepper motor". Esta última é mais usada.
Motores de combustão interna (e externa)
O princípio de operação dos motores de combustão interna de 4 tempos, também chamados de motores Otto, tipo usado em automóveis, é bastante conhecido. Por isso, não cabem muitos comentários.

Na figura ao lado, um diagrama simplificado do funcionamento do motor de 4 tempos.

Na admissão, a respectiva válvula está aberta e a mistura ar-combustível é aspirada para o interior do cilindro pelo movimento descendente do pistão, do ponto morto superior até o inferior.


Na meia volta seguinte do eixo, a mistura é comprimida pelo movimento contrário do pistão, estando ambas as válvulas fechadas. Chegando o pistão ao topo, é dada a faísca na vela de ignição, que explode a mistura, forçando o pistão até o ponto inferior. No movimento seguinte, é aberta a válvula de escape e os gases da combustão são expulsos. A válvula de escape é fechada e a de admissão é aberta e o ciclo se reinicia. Notar que trabalho só é fornecido no tempo da expansão. O restante do movimento é dado pela inércia mecânica do eixo. Por isso (e outros fatores), a maioria dos motores práticos têm vários cilindros, que atuam em fases distintas de forma a suavizar a rotação do eixo.


Provavelmente bem menos conhecido é o motor Wankel. Foi desenvolvido pelo engenheiro alemão Felix Wankel em 1936. A figura abaixo dá o princípio de funcionamento.

Ele usa o mesmo ciclo termodinâmico do motor Otto, mas a construção é completamente diferente. Em vez de cilindro e pistão com movimento alternativo, um rotor de três vértices que pode girar dentro de uma cavidade especial. Não há válvulas.

Na figura, as cores dos tempos da mistura são as mesmas do motor Otto da figura anterior.

Notar a principal diferença: no motor alternativo, cada fase (ou tempo) do ciclo ocorre no mesmo local.

Neste motor, existem locais distintos para a admissão, compressão expansão e descarga. Veja, por exemplo, 3 da figura: entre o rotor e as velas está a mistura comprimida e é dada a ignição. e esse espaço é só para isso, não participando de outras fases do ciclo (normalmente são usadas duas velas devido á extensão do espaço de combustão. Uma só vela não conseguiria inflamar toda a mistura no tempo necessário).

O centro do rotor executa um movimento excêntrico que é transformado em rotação do eixo por um sistema de engrenagem e virabrequim (não indicados na figura).

Algumas vantagens são: menos peças móveis, pois não há válvulas e mecanismos para acioná-las. O movimento é mais suave, com menos vibração. A curva torque x rotação é mais plana. Trabalha em uma rotação menor para a mesma potência.

Algumas desvantagens: maior dificuldade de refrigeração pela concentração de calor, pois no local da ignição não passa mistura mais fria. Desgaste mais rápido da vedação dos vértices do rotor. Maior consumo de combustível. Maior concentração de poluentes nos gases de escapamento. Maior custo de produção.

Durante a década de 1970 imaginou-se que o motor Wankel seria amplamente usado nos automóveis, mas isso não ocorreu. Pelo que o autor do site pesquisou, atualmente apenas um fabricante no mundo produz um tipo de automóvel com esse motor. Mas é possível que, com novas pesquisas e desenvolvimento de novos materiais, seja uma alternativa viável no futuro.


Certamente, ainda menos conhecido que o Wankel, é o motor Stirling. O nome é dado em razão do seu inventor, o pastor escocês Robert Stirling (1816). O interessante dessa invenção é que ela ocorreu cerca de 40 anos antes de Carnot formular os primeiros conceitos da termodinâmica. Dizem alguns especialistas que o motivo foi uma alternativa para os primitivos acionamentos a vapor na época. A qualidade dos aços era ruim e eram freqüentes os acidentes com explosões de caldeiras. Mas a evolução das máquinas a vapor continuou e o artefato não obteve muito sucesso.

Existem vários arranjos para o motor Stirlling. Um deles é dado na figura abaixo. A câmara contém ar que recebe aquecimento na parte inferior e sofre resfriamento na parte superior.

Observar a diferença fundamental em relação aos tipos anteriores: é um motor de combustão externa e aqueles, de combustão interna.

O movimento é dado pelo pistão acionador. O pistão auxiliar é movimentado pelo eixo, com defasagem de 90º em relação ao acionador.

Se o pistão auxiliar está na parte superior, há maior quantidade de ar quente no conjunto e a pressão interna é maior. Se está na parte inferior, há mais ar frio e a pressão é menor.

Considerando o movimento da figura, a subida do pistão auxiliar aumenta a pressão interna, o que força o pistão acionador para cima, movimentando o conjunto. A subida do acionador provoca a descida do auxiliar. A maior quantidade de ar frio reduz a pressão, forçando o acionador para baixo e repetindo o ciclo.

Uma vantagem óbvia é a operação silenciosa por não haver gases de escapamento liberados sob pressão. Por ser externa, a combustão pode ser facilmente controlada de forma a minimizar a emissão de poluentes.

Uma desvantagem é a impossibilidade de se variar rapidamente a rotação. A variação do aquecimento tem uma inércia grande e as respostas são lentas. Assim, é inviável o emprego em automóveis. Mas pode ser usado em coisas que não exigem respostas rápidas, como geração de energia elétrica.

Aliás, a expressão combustão externa pode ser incorreta. Melhor dizer que é um motor de fonte de calor externa. Na prática, a maioria das fontes de calor são processos de combustão. Não é razoável supor o uso de resistência elétrica pois, neste caso, um motor elétrico é mais eficiente.

Pode-se imaginar como fonte de calor um espelho parabólico que concentra a radiação solar. E o motor acionar um gerador elétrico. Ou seja, uma fonte de energia elétrica silenciosa e ecologicamente limpa.

Climpado de http://myspace.eng.br/